terça-feira, 29 de abril de 2014

Phinx!

As lágrimas traçavam meu rosto.
Estava sentado espantado com o redor. Tudo caia, tudo era destruido, até o mais bonito se tornou feio.
Apoiei as mãos no chão e abaixei a cabeça deixando as lágrimas tocarem o chão "Tudo caiu, me puxou, está querendo me desmoronar. "
Precisava ver mais uma vez, ergui a cabeça e vi o que eu amava morrer e virar cinzas.
Meu corpo começou a ser retalhado como se algo cortasse minha pele tão rapidamente que não havia dor, apenas marcas de um sofrimento.
Olhei pro alto, no meio de toda aquela destruição, pude ver a lua me observando. Quando um vulto rasgou o céu, minhas lágrimas cessaram. Ouvi o ar rasgar e uma grande corrente de ar percorrer minhas costas, mas antes que pude me virar, asas envolveram meu corpo, uma cabeça se inclinou e tocou minha testa. De repente a ave deixou uma lágrima tocar meu peito aonde meu coração batia "Aquiete o desespero, sinta meu calor e esvaneie o pânico. "
Senti o corpo protegido, fechei os olhos "A ti serei grato"
Tudo parou de cair e um silêncio envolveu meus pensamentos. A ave estava a me observar "Para cura e proteção sirvo. Serei seu silêncio acolhedor."
Encostei a cabeça na asa da ave e senti o sol tocar minha pele, secando a última lágrima.

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