quarta-feira, 30 de abril de 2014

Diferente...

"Se vai tentar
siga em frente.
Senão, nem começe!
Isso pode significar perder
namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a
cabeça.
Pode significar ficar sem comer por
dias,
Pode significar congelar em um
parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua
paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa
que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso
perfeito
É a única coisa que vale a pena." -
Charles Bukowski

À ti...

Procurei por flores que tinham seu cheiro
Não encontrei
Me cobri com todos os mantos para sentir seu calor
Não senti
Procurei em outros rostos um delicado sorriso
Não encontrei
Escutei incontaveis músicas em busca do doce som de sua voz
Não encontrei
Tentei desenhar seu rosto para lembrar de como angelical era
Não consegui
Tomei chuva para lembrar de como me acalmava
Não era igual
Porque você é única
Um exótico fênomeno. - L.H.

Recuperação!

Sentado a margem de um lago, olhava a imagem que serpenteava. Um lado branco e o outro negro e um par de uma plumagem se encontrava atrás.
A pequena estava sentada sobre meu colo, com seu dedo apontou "Cicatrizou, mas a cada olhadela, um fragmento de memória liga o outro"
Assenti e passei uma das mãos sobre as citrizes no peito, desviando o olhar e fitando a pequena "Sim, ainda lembro da agônia..."
Uma criatura negra com olhos vermelhos diante de mim, me encurralara e tentava me atingir com suas garras, algumas de suas tentativas suas garras me acertaram o peito. Ao avistar uma caverna, corri na direçao. Era pequena a entrada para que a criatura tentasse adentrar. Me senti seguro, porém com dor.
Ao fundo da caverna, notei ser uma gruta. Ao topo da caverna, uma pequena fissura iluminada pela luz do luar revelava águas cristalinas. Sentei e passei um pouco da água sobre os ferimentos.
"Sua ferida é interna. Deixe-me cuidar"
Levantei ambas asas deixando um silfo de ar transcorrer pelo interior da caverna. "Não se mova"
Sem perceber um mão tocou minhas costas "Não há forças para me atingir"
Descansei as asas e me deparei com um rapaz de cabelos azuis como água.  "Você!"
O rosto do rapaz foi coberto por um sorriso "Sim. A ti curo, a ti acalmo. Da água vim"

Descoberta!

Sentado a frente de uma árvore usando-a de apoio, como de costume, estava apenas com a iluminação do luar sobre minha pele e o pequeno ser sentado em meu ombro. Apoiava sua pequena mão sobre meu rosto enquanto falava " Já faz tempo. Lembra o dia em que descobriu sua origem?"
Olhei em direção a lua, pensei por um momento, quando uma brisa calorosa balançou meus cabelos e tocou as marcas em meu rosto "Sim..."
Andava pela floresta e uma voz surgiu "Você é filho de Gaia, sustenta os outros 3. Aceite"
Fechei os olhos, a esquerda do rosto queimou lentamente riscando as linhas. O chão vibrou e um circulo recortou a grama em minha volta, a brisa envolveu todo o corpo, a úmidade pousou sobre a pele e a temperatura de meu corpo aumentou.
Meus pensamentos foram invadidos por 3 vozes, uma lembrava o soprar de uma brisa, outra era como o cair de uma cachoeira, por fim, uma era quente e violenta.
"Da natureza veio, natural será"

Persuasão!

Estava deitado sobre a cama, olhando para cima e observando meus pensamentos. Sentei e olhei diretamente para o espelho, o desenho do rosto esquerdo estava la, os olhos verde e amarelos também. O reflexo mudou sua expressão para uma forma maliciosa e sibilou "Estou escondido. Preciso ser como quero"
Antes que pudesse afastar o corpo do espelho, a mão do reflexo tocou meu pescoço. Fiquei sem reação por não perceber que o rosto do reflexo ja estava a centimetros do meu e falei "Não posso, você é momentaneo"
O corpo do reflexo se aproximou do meu, olhou de cima a baixo. Me deitou na cama, pos se sobre mim, prendeu meus braços com suas mãos, aproximou seu rosto próximo ao meu, deslizou como uma serpente que cheirava todo o trajeto até minha orelha, susurrou "Sou essencial, não aprisione o que lhe da calor, vida, destino"
Mordi um dos meus lábios, choquei uma de minhas pernas contra as dele que estavam servindo de apoio para o corpo, logo senti que seu peso caiu sobre minha cintura. Quando ele percebeu afastou o rosto, olhou em meus olhos, mas sem pensar cheirei seu pescoço, pude sentir sua fraqueza ao sentir, então segurei um de seus lábios com meus dentes, o fitei com ambos os olhos amarelos, cerrei os olhos e disse "Não deveria ter saido do medo"
Um sorriso se formou no reflexo e ele piscou.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pensares...

O som de sua voz foi como o orvalho da manhã, fresco e suave
Senti como se todas aquelas letras pudessem rodopiar em meus pensamentos, formando várias outras, citadas por você.
Foi incrivel sentir o calor da sua voz tão próximo como se estivesse sussurrando em meus ouvidos para me conquistar.
O primeiro riso, gravei, tornei a ouvir como se fosse a razão de minha espontânea felicidade. - L.H.

Phinx!

As lágrimas traçavam meu rosto.
Estava sentado espantado com o redor. Tudo caia, tudo era destruido, até o mais bonito se tornou feio.
Apoiei as mãos no chão e abaixei a cabeça deixando as lágrimas tocarem o chão "Tudo caiu, me puxou, está querendo me desmoronar. "
Precisava ver mais uma vez, ergui a cabeça e vi o que eu amava morrer e virar cinzas.
Meu corpo começou a ser retalhado como se algo cortasse minha pele tão rapidamente que não havia dor, apenas marcas de um sofrimento.
Olhei pro alto, no meio de toda aquela destruição, pude ver a lua me observando. Quando um vulto rasgou o céu, minhas lágrimas cessaram. Ouvi o ar rasgar e uma grande corrente de ar percorrer minhas costas, mas antes que pude me virar, asas envolveram meu corpo, uma cabeça se inclinou e tocou minha testa. De repente a ave deixou uma lágrima tocar meu peito aonde meu coração batia "Aquiete o desespero, sinta meu calor e esvaneie o pânico. "
Senti o corpo protegido, fechei os olhos "A ti serei grato"
Tudo parou de cair e um silêncio envolveu meus pensamentos. A ave estava a me observar "Para cura e proteção sirvo. Serei seu silêncio acolhedor."
Encostei a cabeça na asa da ave e senti o sol tocar minha pele, secando a última lágrima.

Encontro!

Caminhava perto de algumas árvores com uma flauta em mãos. De pé, encostei as costas em uma árvore, levei a flauta até a boca e comecei a tocar uma melodia lenta e tranquila enquanto sentia o vento rodopiar pelo meu corpo.
Ao longe fui surpreendido "Que bela melodia, estou encantada. Me chamas?"
Continuei a tocar com afeto.
O pequeno ser pairou a minha frente com suas pequenas asas mantendo-a no ar.
Um sorriso tomou meu rosto, parei de tocar "Nesse outono, só fico, a ti procuro, sua companhia desejo"
Reverenciei diante do ser. Em seguida houve replica "Envolva-me com seu canto, lhe acomode e contigo andarei. "
Devolvi a flauta a boca, toquei e andavam entorno do ser enquanto notava sua empolgação. A pequena fechou seus olhos, pairou no ar e mexeu seu corpo com a melodia.
"A melodia nos uniu, o canto nos fortalece e a dança nos protege"

Apresentação! Parte II

"Foi respeitoso, filho de gaia"
Dei um grande sorriso e fechei os olhos.
Outra voz calma e serena tocou o ambiente de forma acolhedora "Vejo que temos uma elemental aqui. Teremos a honra?"
Ao abrir os olhos, toquei a cabeça de Carlin e encostei minha bochecha perto de seu corpo, pude sentir o corpo dela estremecer, mas olhei ao presente "Essa é Carlin, a viajante do outono."
Uma voz pesada e majestosa se dirigiu a mim "Sabe a elemental é instavel. Tome cuidado"
Reverenciei na direção do presente "Sei das consequências"
Os presentes na sala assentiram.
Olhei para a pequena, abrindo-lhe um sorriso acolhedor.
Ela sentava em cima de minha cabeça naquela noite "Sim, foi assustador, mas estou aqui, né"
Arquiei ambas as asas em resposta de alegria "Lembro, como se fosse ontem, Carlin"

Apresentação! Parte I

Andava lentamente por um corredor, seu piso era branco com detalhes e uma rosa branca com traços pretos que deixava que seus espinhos, ali desenhados, tocassem a próxima rosa, assim seguindo o caminho, até uma enorme porta branca, com macenetas pretas.
Coloquei minhas mãos sobre as macetas, puxando-as até escutar o ranger das portas se abrindo. Rapidamente um feixe de luz forte iluminou todo o corredor. Eu olhava com um leve sorriso para dentro da sala onde haviam cadeiras enormes, de alturas alternadas entre elas. Uma era baixa, a de seu lado era mais alta, a seguida era mediana. As cadeiras se localizavam encostadas a parede e formavam um circulo na sala, deixando o meio do local livre.
Ao passar da porta, elas lentamente tornaram a se fechar. Fitei cada presente na sala, em sua respectiva cadeira, mas também senti que olhos estavam pousados em mim. Caminhei até o centro acompanhado de Carlin que estava sentado em meu ombro, com suas pequenas e delicadas pernas cruzadas, uma de suas mãos apoiadas e meu pescoço e a outra sobre sua perna.
No centro, ao fechar os olhos, o lado esquerdo de meu rosto foi coberto pelo desenho ramificado que seguia até meu olho, assim como o outro lado tomou sua forma mística e escurecida. Lentamente abri os olhos revelando o verde e o amarelo que se manteram, em seguida as marcas e os retalhos do corpo apareceram junto das marcas.
Os nervos dos olhos em instantes se intensificaram e foram tingidos de preto.
Uma das vozes se manifestou...

King!

Deitado sobre a grama, as mãos servindo de apoio para a cabeça. Olhava para o céu estrelado, quando a pequena sentada em minha barriga, mexia com uma mecha de meu cabelo negro "Foi frio, mas você controlou. Ainda teme?"
Meu olho direito tomou tom amarelado ao ouvir, naquele momento fui puxado por uma estrela que caía "Em alguns momentos, mas foi cruel..."
O mar era negro, frio, sem algum sinal de luz, afundei até as costas tocarem o chão. Levantei, esperei minhas púpilas se acomodarem, logo vi uma enorme escada, corri desesperado até chegar a uma porta. Ao abrir, vi uma sombra parada no meio da sala com uma coroa na cabeça "Você veio"
Me aproximei da sombra e vi que estendeu sua mão em forma de cumprimento "Prazer"
Senti minha pele do lado direito formigar. Quando formou um sorriso no rosto da sombra. Eu disse "Ira, solidão, poder e frieza."
A sombra largou minha mão "Andarei contigo, para superar a dor"
Me curvei diante da sombra, quando o lado direito parecia ser percorrido por um gelo. "Obrigado King"
Ao levantar a cabeça, a sombra sumira e um caco de vidro estava caido no chão. Refletiu um tom amarelo em meus olhos e a pele ficou escura pelas riscas místicas ali formadas.
A pequena estava enxugando uma única lágrima que escorria do olho direito "Passou, você se tornou o equilibrio"
Sorri e asenti.

Pensares...

O local ideal para nós é quando seus olhos encontram os meus e meu corpo no seu.
Perto de você é como estar próximo ao paraíso, uma brisa quente, uma paisagem inexplicavel e uma paz inquestionavel.
Sua falta é a mesma das minhas noites sem a lua. Não há quem deslumbrar, como amar e ser amado, é morrer sem partir.
Sua felicidade é o sol em uma manha da primavera que me dá vida e razão para ir de encontro aos seus lábios em forma de retribuição. É o ato de agradecer por estar comigo. - L.H.

Fragmentos!

"Lembra de mim"...
O som ecoou pelos seus pensamentos.
As asas, branca e negra, estavam expostas, ao virar, viu uma criatura sem face, com o corpo coberto por espinhos.
Baixei as asas, observei e senti minha pequena companheira sobre minha cabeça "É ele, não chore"
Coloquei a palma da mão sobre a parte negra da face "Lembro"
Aproximei da criatura, lhe oferecendo a mão "Não precisa de espinhos para se proteger. Sou seu presente e futuro, você é meu passado, eu te aceito"
A criatura tocou a mão do rapaz, em segundos os espinhos se contrairam em sua pele, sumindo. Sua face tomou forma, era juvenil. Sorria ardente como o verão.
O garoto olhou para o rapaz, soltou sua mão e o abraçou fortemente "Como me aceitaste, mostrarei meus espinhos para não te frustares do passado e mostrarei indiferença àqueles que tentarem te derrubar pelo que já superara"
Abracei a criança com ternura "Sou você"

Pensares...

Se eu pudesse explicar tudo o que sinto agora, não haveria meio e nem começo, apenas fim, para que eu pudesse apenas lembrar como acabou, pois nem todo desfecho é feliz, mas quando termina, bom ou ruim, deixa de existir.
Sonho para manter em plano que o quero junto de mim. Canalizo para acontecer e espero sua resposta para começar. Se duas partes são independentes, quando juntas, não se completam, fortalecem o que as fez perceber a ligação entre elas. - L.H.

Pensares...

Eu quero o caminho que vá de encontra a você.
Quero a placa com o endereço para te amar
Quero que o nosso seja como a primavera todo ano, para lembrar que seu olhar e bonito quanto seu corpo é quente
Quero um sonho para viver e sentir
Quero que seja você. - L.H.

Pensares...

Respirei o ar e senti você me envolvendo em seus braços.
Olhei para o céu e seu rosto se formou entre as nuvens.
Caminhei por um caminho que o destino era chegar até seu coração.
Procurei uma forma de trancar seu coração com a chave do meu amor. - L.H.

Lua!

Parado diante da criatura que vestia
um pano transparente. Tocou-me
com um dedo o queixo, olhou-me
nos olhos "Mostre-me sua
verdadeira forma"
Com uma brisa, o cabelo se soltou
diante dos ombros, escorreu até a
cintura, os olhos em um único flash
brilharam a esquerda verde e a
direita amarelo, logo voltando a ser
castanhos. O rosto ao lado esquerdo
desenhou ramificações estranhas
que seguiam até seus olhos e
paravam ao meio do rosto. O lado
direito, tomou um tom mais escuro
do tom normal da pele, foi
preenchido por desenhos místicos.
A roupa se desfez e deixou a parte
de cima a mostra, onde apareceram
retalhos e símbolos pelo corpo.
Um pequeno ser se revelou sentado
ao ombro.
A criatura afastou o dedo, observou
por um instante. "Aonde estão?"
Um sorriso pousou sobre o rosto do
jovem, em instantes o vento se
movimentou com força atrás dele e
um par de asas se abriram,
mostrando um tom claro a esquerda
e escuro a direita.
A criatura se aproximou, pousou a
mão no rosto do jovem e sorriu...